
Paulo Henriques Britto é um dos tradutores mais produtivos e competentes do país, um tradutor que exerce de forma exemplar o seu ofício. Concentrando-se em um par de línguas e em um tipo de texto, o literário, Paulo traduziu e traduz ensaio, ficção e poesia. Entre os autores de prosa que soube reescrever com mestria estão os abundantes e tranqüilos Edmund Wilson, Updike e Rushdie, mas também o retorcido Henry James e o espinhoso Thomas Pynchon. Na poesia recriou textos complexos como o Beppo, de Byron e a elusiva poesia modernista de Wallace Stevens e Elizabeth Bishop. Bishop ocupa um lugar especial na produção de Paulo porque além da quase totalidade dos poemas, traduziu também parte de sua correspondência e escreveu ensaios minuciosos sobre sua vida e obra. Ressalte-se, finalmente, que Paulo, que é bilingüe, traduziu para o inglês livros de dois de nossos melhores críticos, Luiz Costa Lima e Flora Süssekind. (Walter Carlos Costa)


Direitos reservados, 1996.
Reproduzida com autorização dos editores e do entrevistado.
Entrevista originalmente publicada nos Cadernos de Tradução,
publicação do Núcleo de Tradução da Universidade Federal de Santa Catarina (no 2, 1996).

